quinta-feira, dezembro 15, 2016

Eu amo o Louvor

Amor siginifica legalidade.
 Sem amor, nós simplesmente existimos.
Amor é a base de tudo, foi por amor que Jesus morreu na cruz, e por amar a esse Deus que O louvamos, e por amar ao próximo que falamos e compartilhamos desse amor através da adoração e comunhão com os irmãos.
Mas, não podemos reproduzir aquilo que nós não temos dentro de nós. Porque a verdadeira adoração vem de dentro para fora.
Louvor sem amor é apenas música, uma igreja sem amor é apenas um clube.
 Amor é o ingrediente que muda tudo. Deus se move no meio da adoração.
 Se estamos na igreja sem amor nos tornamos religiosos.
Viva amando, lidere o louvor amando, sirva o Senhor amando.
Se você sente que precisa de mais amor, busque a Deus, pois quanto mais perto Dele, mais cheios e contagiados nós somos por esse AMOR.

segunda-feira, novembro 21, 2016

Reflexão sobre o meu chamado

"Alguns sentimentos não acabam, o tempo passa e as vezes até se fortalecem, as situações terminam provando que por mais que você tente fugir do seu chamado quando Deus coloca isso no seu coração, sempre vai voltar...
 Nunca foi um erro acreditar no meu chamado, nem será um erro, as vezes somos os únicos que acreditamos numa idéia ou em um projeto, mesmo quando você tem muitos ao seu lado que são capacitados, mas ao te olharem acreditando em um projeto dizem que este projeto esta destinado ao fracasso, as pessoas são frias e realistas, algumas só querem o seu bem e dizem coisas pra tentar te  aconselhar e evitar que você se machuque la na frente,outras querem seu fracasso mesmo.
 O risco de se machucar é grande quando se é um sonhador,lembra de José ? Existe riscos, mas o seu desejo de entender a situação dos necessitados, das almas perdidas é muito maior, você se entrega a Deus de corpo,alma e espírito,você não teme diante do novo, do que até então sempre foi estranho pra você, não admite perder o controle da situação diante das dificuldades , mas parece que as vezes elas são inevitáveis ... É o tipo da coisa que só podemos dizer que vai dar certo se lutarmos por isso, usar isso como motivação, mostrar que valeu a pena apostar nisso tudo, que essa história nunca teria um fim ruim, e que Deus sabe o que faz, porque Ele foi o primeiro a apoiar e dizer : Filho Eu acredito que você possa fazer essa obra para meu Louvor.
 Eu não vim aqui pra dizer que é fraca a minha fé, eu me responsabilizo e peço a Deus pra dar tudo certo. Mas existe neste mundo os pessimista que dirão sempre: Você não vai vencer no seu chamado.
Mas o amor de Deus me constrange de tal forma que eu creio que sou vencedor em todas as áreas da minha vida e no meu chamado.
Porque esse sentimento sempre vai regressar e me impulsionar a tentar dar o meu  melhor para Deus.
Essa  história da Praise Church não termina aqui ,nâo  importa a época, Deus fará é projeto Dele.
Não vou me arrepender de esperar o melhor de Deus, vou acreditar,vou sonhar com dias melhores ."

Abra Mão do passado!

"Abra mão do seu passado para viver um futuro, do contrário você sempre será aprisionado aos medos de antigamente, ao que te paralisou por muito tempo. Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis. Existem diversos tipos de coragem, essa nada mais é que a figura de quem por muito tempo tentou e não conseguiu, mas para avançar, muita coisa a gente acaba deixando pra trás, o que se torna prioridade para nós é a realização dos nossos sonhos e as pessoas que nos amam e apoiam, cumprir nossas promessas e deixar Deus no controle do resto.
 Quando é projeto de Deus não interessa quanto tempo passe e nem quantas experiências se vive durante o processo, o que vale é que no final das contas o tempo une quem sempre precisou estar junto, o tempo junta e se responsabiliza por isso, é inevitável. Mas para se ter um futuro, devemos trazer do passado só o que pode nos dá esperança. Não é muito, mas eu me ofereço para ser importante na sua história, e fazer parte desse futuro será uma honra pra mim... Tudo que vivemos é pra aprender a valorizar o que Deus nos dá, então quando o tempo unir essas histórias, vamos esquecer o que passou e fazer tudo novo, é assim que funcionam as promessas que Deus faz ao homem!"

terça-feira, agosto 30, 2016

Reflexão : A Rosa e o cacto



Por causa de uma crise em seu casamento, um homem decidiu que procuraria uma amante para ter um relacionamento amoroso melhor e mais tranquilo do que tinha com a esposa. Mas antes, ele foi até a igreja onde a esposa e os filhos congregavam. Lá, ele se encontrou com o zelador do templo, um senhor cristão, de uns 80 anos de idade, muito conhecido por aconselhar pessoas, e perguntou:
_ Senhor, eu vim aqui porque preciso de sua ajuda, pois estou muito confuso.
_ Por que, meu filho? O que aconteceu?
O marido, então, resolveu abrir o coração:
_ É que tenho enfrentado muitos problemas no meu casamento e já não sei mais se sinto alguma coisa pela minha esposa. Para ser sincero, estou com o desejo de procurar outra mulher para ver se encontro a verdadeira felicidade. Pode ser que uma amante consiga me oferecer o que a minha mulher não me oferece há anos.
Com o semblante sereno, o zelador conselheiro fez um convite àquele homem:
_ Imagino o quanto seja difícil, mas, antes que eu fale qualquer coisa, venha até o jardim comigo.
O idoso, então, apanhou duas plantas em suas mãos: uma rosa e um cacto. Em seguida, perguntou ao marido insatisfeito:
_ Se você tivesse que escolher uma dessas duas plantas, qual das duas você escolheria?
_ A rosa, é lógico!
_ Por quê? Perguntou o zelador.
Sem pensar duas vezes, o homem respondeu:
_ Porque a rosa é bem mais bonita, cheirosa e agradável de se ver, do que esse cacto cheio de espinhos e sem graça.
Com a mesma calma do início da conversa, o zelador prosseguiu:
_ Você tem toda a razão! A rosa é realmente muito mais bonita e seu perfume não se compara ao de um cacto. Mas quero que você aprenda uma coisa importante: muitas vezes, os homens agem com pouca sabedoria. Eles preferem aquilo que tem alguma beleza externa ou o que parece chamar mais a atenção. Essa rosa realmente é mais bonita que o cacto. Deus quis assim... No entanto, ela morre em pouco tempo e perde toda a sua beleza. Se o clima estiver desfavorável, a flor morre ainda mais rápido, seca e fica feia.
E o idoso continuou:
_ Já o cacto, foi criado por Deus para resistir a todos os climas ruins. Faça frio ou calor, chuva ou sol, ele permanece sempre verde e com os seus espinhos. Deus foi tão cuidadoso em sua criação que, nos tempos certos, surge nesse cacto uma das mais belas flores que se tem conhecimento em toda a natureza.
E antes que o rapaz pudesse argumentar, aquele sábio homem falou:
_ Sua mulher não é perfeita, assim como você não é! Ela conhece seus erros, suas fraquezas, seus defeitos. Com ela, você pode desabafar em seus dias ruins, ela cuida de você e de seus filhos, está sempre de prontidão para te ajudar da melhor forma que ela pode. Deus confiou a vida dela a você! Já uma amante pode se mostrar tão bela quanto uma rosa. Porém, ela deseja apenas o seu dinheiro, a sua felicidade, o seu sorriso, o seu corpo, as suas fantasias. Mas, na primeira dificuldade, ela vai te trocar por outro homem que ofereça a ela mais do que você pode oferecer.
Enquanto colocava as duas plantas em seus devidos lugares, o zelador da igreja concluiu:
_ Agora me diga, rapaz. Com quem você quer ficar? Com a rosa ou com o cacto?
Com lágrimas nos olhos e sem muitas palavras a dizer, o marido apertou a mão do zelador, lhe deu um caloroso abraço e foi para sua casa. No caminho de volta, passou em uma floricultura, comprou um buquê com uma dúzia de rosas para a esposa e escreveu em um cartão:
_ Nem mesmo a beleza e o perfume de todas as rosas do mundo podem ser comparados a você! Te amo minha linda!
A Bíblia diz: "Quem encontra uma esposa encontra algo excelente; recebeu uma bênção do Senhor" (Provérbios 18:22).

terça-feira, julho 05, 2016

Seja bem-vindo! Welcome!! A Igreja do Louvor

PASTOR SEIJI KIKUTI

Pastor Seiji Kikuti

Fundador e presidente da Igreja do Louvor  (Ministério Internacional Pentecostal Praise Church ), Fundado em Janeiro de 2000 na cidade de Kikugawa, estado de Shizuoka, Japão.
Atualmente pastoreando no Brasil 

Seu dom ministerial é o de Apóstolo, o que o faz com que ele sempre esteja ativo, abrindo igrejas, fundando ministérios e discipulando líderes.

Doutrina da Igreja do Louvor

Doutrina da Igreja Do Louvor


A Igreja do Louvor,também conhecida como Ministério Internacional Pentecostal Praise Church é uma Igreja Pentecostal, uma igreja que acredita no poder do Espírito Santo de Deus, atuando hoje para curar, libertar e salvar o homem, da mesma forma que acontecia  na primitiva igreja de Jesus.
Sua linha de pensamento é: que o ser humano pode e deve ser transformado no seu interior, e por isso não procura impor fardos no tocante a costumes.
A Igreja do Louvor está estabelecida no momento na cidade de Castro- Paraná . 
Preocupa-se em ajudar o homem a se aproximar de Deus, e conhecer a vontade d’Ele para a sua vida.
A Igreja do Louvor se encontra hoje iniciando sua obra através da fé em Jesus Cristo, sendo totalmente dependente de Deus e da colaboração de irmãos  . Sua sede se iniciou no Japão onde hoje foi repassado a outro grupo de irmãos a qual seguem individualmente de uma forma autônoma.
A Igreja do Louvor é baseada na Bíblia, tem um enfoque profundamente Cristo-cêntrico .
Mantendo firme a sua dedicação pela evangelização do mundo, nasceu da vontade do Espírito Santo e não de uma divisão ou cisma de igrejas e se conserva unida para a glória de Deus.
Concebido no coração do Pai, a Igreja do Louvor trabalha com pilares fundamentados nos cinco ministérios,  no voluntariado,  ação social, centrando sua mensagem no Reino de Deus .

sexta-feira, abril 08, 2016

Diferença entre Liderar e Chefiar !

Deixo esse vídeo para a reflexão de cada líder e de cada chefe.
Onde você estiver faça a diferença ,pois você foi chamado para refletir a gloria de Deus !
seja um líder por excelência !





quinta-feira, março 31, 2016

O QUE PASTORES QUERIAM QUE SEUS LÍDERES DE LOUVOR SOUBESSEM

Na semana passada, eu tive o privilégio de participar na conferência “Cutting it Straight” (Cortando Direito) em Jacksonville, Estados Unidos, liderada por H.B. Charles Jr., na Igreja Batista Metropolitana Silo.
Em dois dos seminários me foi atribuído o tema “O que os pastores/líderes de louvor queriam que seus líderes de adoração soubessem”. Foi um pouco desafiador porque os pastores e músicos variam amplamente em termos de sua teologia e prática. Mas aqui está minha tentativa de definir com precisão “o que os pastores queriam que seus líderes de louvor soubessem”. Embora esta publicação ressalte áreas que possam resultar problemáticas, os pastores regularmente devem falar com seu líder de louvor sobre o apoio e evidências de graça antes de mostrar coisas que poderiam ser melhores. Para os propósitos desta publicação, estou usando o termo “líder de louvor” para descrever uma pessoa que não é idosa e que lidera a música durante as reuniões da igreja.

1. OS PASTORES, NÃO OS LÍDERES DE ADORAÇÃO, DARÃO CONTA A DEUS PELAS PESSOAS NA SUA IGREJA (Hb 13.17).

Os pastores são, em última instância, os responsáveis pelo ensino e do repertório de cânticos da igreja. Os pastores deveriam saber de antemão quais cânticos serão cantados e deveriam ter um papel de escolhê-los. Se você quer a confiança de um pastor, terá que ganhá-la.

2. A PALAVRA DE DEUS PARA NÓS IMPORTA MAIS QUE A PALAVRA DE NÓS PARA DEUS (Is 66.2; Sl 19.7-11).

O ministério da música é um ministério da Palavra. Não subestime o valor de proclamar a Palavra de Deus apaixonadamente. Procure conhecer a sua Bíblia mais que o seu instrumento. Lidere-nos para cantar a Palavra, ouvir a Palavra, ver a Palavra, e orar a Palavra.

3. SOMOS O QUE CANTAMOS. ENTÃO, ESCOLHA NOSSOS CÂNTICOS E HINOS DE MANEIRA SÁBIA (Cl 3.16).

Você está discipulando a congregação através da escolha dos seus cânticos e palavras. Por bem ou por mal, nossas igrejas se lembrarão mais das palavras que cantam que dos sermões que escutam. Construa um repertório de cânticos que nos permita expressar a variedade dos aspectos da glória de Deus e das respostas apropriadas, e tenha certeza de que estamos cantando estes cânticos.

4. ENQUANTO QUE AS INTRODUÇÕES AOS CÂNTICOS SÃO DE BOM PROVEITO, O LÍDER DE LOUVOR NÃO É O PREGADOR.

Sua tarefa primordial é possibilitar que a Palavra de Cristo habite em nós enquanto cantamos, e não pregar. Quando você fala, normalmente menos é mais. Escolha bons cânticos e deixe que os cânticos se encarreguem do ensino.

5. AS ORAÇÕES SÃO CONVERSAS COLETIVAS COM DEUS, NÃO SÃO ENROLAÇÃO.

Não ore simplesmente porque você se sente estranho ou porque não sabe mais o que fazer. Use as suas orações para falar pela congragação, não somente por você. Modele-a na maneira em que se vê uma oração teologicamente informada, comprometida e que exalta a Cristo. Não misture os membros da Trindade e não ore como se Deus tivesse esquecido o seu nome.

6. SEU TRABALHO É APOIAR O CANTO NA CONGREGAÇÃO, NÃO SOBRECARREGÁ-LO NEM SUBSTITUÍ-LO (Ef 5.18-19, Ap 5.9-10).

Tenha certeza de que o seu operador de som reconheça o valor da voz da congregação. Se você canta em harmonia constantemente, alguns de nós vamos ter dificuldades em saber qual é a melodia. Não assuma que a sua banda têm que tocar constantemente. Fique distante dos microfones algumas vezes, deixe de tocar os instrumentos e nos deixe cantar a capela.

7. A VERDADE IMPORTA MAIS QUE AS MELODIAS, MAS ISSO NÃO SIGNIFICA QUE DEVEMOS CANTAR BOA TEOLOGIA COM MÁ MELODIA OU UM MAU ACOMPANHAMENTO.

Escolha os cânticos que a congregação goste de cantar e que possa cantar. Procure, às vezes, mudar o arranjo, o tempo ou o “feeling” de um cântico para que a congregação possa escutar a letra de uma forma mais natural.

8. TONS MUSICAIS QUE SERVEM À CONGREGAÇÃO TÊM PRIORIDADE SOBRE OS TONS QUE FAZEM VOCÊ PARECER BOM (Fl 2.3-4).

Não viemos primordialmente para ouvir você cantar, senão para levantar nossas próprias vozes. Se você tem que cantar mais alto, ocasionalmente tente adicionar tons diferentes que subam o impacto e o significado das letras que estamos cantando. As congregações se cansam se têm que cantar várias notas altas em Ré e Mi. Se estamos cantando Fá sustenido, então provavelmente eles baixarão uma oitava ou vão desmaiar.

9. NÃO NOS MOSTRE TANTOS CÂNTICOS NOVOS QUE NUNCA POSSAMOS APRENDER, E TÃO POUCOS QUE NÃO POSSAMOS NOS BENEFICIAR DELES.

Aprender dois cânticos a cada três meses é viável. Aprender quatro cânticos em um mês não é. Temos acesso imediato a mais cânticos que em qualquer tempo da história. Mostre-nos aqueles que vão alimentar nossa alma por mais que por poucas semanas. Se o seu propósito é nos servir, você não deve tentar nos impressionar.

10. CULPAR O SEU PECADO PELO FATO DE SER UM ARTISTA OU MÚSICO NÃO O FAZ SER MENOS PECAMINOSO.

O mau humor, a suscetibilidade, a procrastinação, o orgulho, a irresponsabilidade e a preguiça não se devem ter certo temperamento, senão um pecado que habita em você. Conhecer pessoas que não são músicos na igreja pode te dar perspectiva e alento.

11. SUA META NA LIDERANÇA NÃO É DEMONSTRAR SUA CAPACIDADE PARA CANTAR, MAS PASTOREAR E PARTICIPAR.

Se geralmente as pessoas na igreja não estão cantando, você está demonstrando sua capacidade para cantar, não liderando a adoração congregacional. Seu trabalho não está pronto porque você praticou. As pessoas têm que cantar. Liderar na maior parte do tempo com o seus olhos abertos comunicará o seu interesse e te ajudará a medir como as pessoas estão reagindo.

12. VOCÊ NÃO É O ESPÍRITO SANTO, MAS PODE DEPENDER DELE.

A música não pode mudar nossos corações, iluminar nossas mentes ou mudar nossas vidas. Mas o Espírito de Deus pode. Você não tem que nos dizer que “cantem mais alto” ou que “cantemo como se sentissem” ou estimularnos com um “Vamos!”. Nos dê combustível doutrinário para o nosso fogo emocional e confie que o Espírito fará o restante. Quando você passar tempo em oração pedindo a Deus que te dê poder no que faz, vai liderar mais frequentemente com uma confiança humilde que é fácil de seguir.

13. FINALMENTE, CRISTO É O NOSSO LÍDER DE ADORAÇÃO, NÃO VOCÊ NEM EU (Hb 2.11-12, 8.1-2).

Você não tem que nos levar ao trono. Cristo já fez (Hb 10.19-22). Não tem que sentir pressão ou estar ansioso quando estiver nos liderando. Cristo aperfeiçoa todas nossas ofertas (1 Pe 2.5).
Quanto mais você nos mostrar o que Cristo fez e faz por nós, menos vamos te ver e mais nos beneficiaremos das formas em que Deus te dotou.
Se você é um pastor e se identifica com alguns ou muitos dos pontos citados, não guarde para você. Mais importante ainda, chame teu líder de música para jantar e mostra seu apreço de maneira específica. Então fale sobre o que poderia ser melhor. Quem sabe o que Deus pode fazer?
Teria algo em que você agregaria? Deixe o seu comentário.

Bob Kauflin. Copyright © 2014 Worship Matters. Original: What Pastors Wish Their Worship Leaders Knew
Tradução: Renan Bandeira. Revisão: Filipe Castelo Branco. © Cante as Escrituras 2015.

Oração para ser livre do adversário

Em Deus faremos proezas, pois Ele mesmo calca aos pés os nossos adversários (Sl 108.13).
Paizinho, socorre-nos!
 Arranca-nos das mãos do adversário.
 Livra-nos de toda influência e opressão maligna.
 Vê as palavras de afronta e as ameaças que o inimigo tem trazido sobre nós.
Meu Deus, ai de nós se o Senhor não estiver do nosso lado.
 Peleja por nós e toma para Ti as nossas guerras.
Meu Jesus, clamo por Teu nome e peço que apliques o Teu sangue entre nós e o nosso inimigo.
 Resiste por nós a toda inveja, contenda e ciúmes.
 Destrói todo engano em nome de Jesus Cristo!
Pai, não permita que satanás oprima nossos irmãos e amados contra nós.
 Eu declaro: TU ÉS A NOSSA PAZ! Em nome de Jesus, restaura nossos relacionamentos, ajuda-nos, possua-nos no poder do Espírito Santo para amar e perdoar, para restabelecer e aprimorar relacionamentos que foram quebrados, feridos, rompidos ou simplesmente enfraqueceram e esfriaram. Que comece pelo nosso relacionamento contigo e se estenda aos nossos irmãos.
Pai, tudo que é meu é o Teu melhor, a Tua resposta. 
Que tudo o que está retido, preso seja liberado hoje em nome de Jesus Cristo. Amém.
Eu Te amo e creio em Ti. Tu és o meu LIBERTADOR. Aleluia! 

terça-feira, maio 06, 2014

Oração pela minha mente !!

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Ore assim:
Eu anulo no nome de Jesus todo pensamento negativo que esteja infiltrado na minha mente;
Eu anulo no nome de Jesus todo pensamento de derrota que esteja encontrando brecha na minha mente
Eu repreendo no nome de Jesus todo pensamento de preocupação que tem roubado meu vigor
Eu desfaço no nome de Jesus todo pensamento depressivo que tem tirado a minha alegria de viver
Eu expulso no nome de Jesus toda palavra de acusação que satanás tem lançado contra a minha pessoa
No nome de Jesus, nome que tem toda autoridade no céu, na terra e debaixo da terra eu repreendo todo pensamento de mentira que queira invadir minha mente;
No nome de Jesus eu tomo posse do capacete da salvação que o Senhor preparou para aqueles que Ele ama.
Eu tomo posse do sangue de Jesus sobre a minha mente;
Eu profetizo agora que conforme a palavra do Senhor tenho a mente de cristo;
Eu rejeito agora no nome de Jesus todo pensamento que me prende ao passado
Todo pensamento de mágoa, ódio ou revolta;
Eu rejeito agora no nome de Jesus todo pensamento de impedimento e dificuldade, rejeito também todo pensamento de inferioridade que quer me convencer de que não sou capaz, de que não vou conseguir e de que não vai dá certo.
Eu peço agora em nome de Jesus Cristo que o Espírito Santo ministre pensamentos de vitória na minha mente, pensamentos de alegria e motivação.
Peço também que o Espírito Santo de Deus ministre pensamentos de perseverança, coragem e fé na minha mente.
Em nome do Senhor Jesus eu rejeito e anulo todo pensamento de incredulidade que venha a minha mente querendo me convencer de que oração não tem poder.
Anulo também todo pensamento de medo que me paralisa diante dos desafios da vida.
Repreendo toda força contrária que queira me causar cansaço, fadiga e desânimo;
Repreendo também, no nome de Jesus todo espírito maligno que queira me causar sonolência e confusão mental.
Tomo posse da palavra de Senhor que diz que ele encherá de paz a minha mente;
Tomo posse agora, no nome do Senhor Jesus, de paz, fé, alegria, esperança.
Agradeço a ti Senhor Jesus pela a tua ação na minha mente, por ter ouvido a minha oração e por estar trabalhando na minha vida. Eu te amo.

segunda-feira, março 03, 2014

Parece que não vou suportar essa luta Deus...


Você já teve a experiência de enfrentar uma situação adversa maior e mais forte que suas condições físicas e emocionais poderiam suportar?
 Há situações adversas tão difíceis, dolorosas e mais fortes do que nós, que às vezes pensamos que não vamos conseguir superá-las.
Davi, no cântico do Salmo 18, descreve uma experiência parecida.
 Nesse Salmo, Davi canta a respeito do dia em que o Senhor o livrou de todos os seus inimigos e das mãos do rei Saul , que por ciúmes e inveja, o perseguiu na tentativa de matá-lo.
 Em termos de poder humano, Saul era infinitamente mais poderoso que Davi, pois aquele era o rei de Israel e contava com todo o aparato militar do reino. As vezes o nosso inimigo vem como Saul para nos destruir, para acabar com nossos sonhos e projetos.
Vejamos o que Davi narra a respeito do terrível aperto que sofreu e como procedeu diante dele. Em primeiro lugar, Davi reconhece quem é Deus: “Eu te amo, ó Senhor, força minha. O Senhor é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte” (vs. 1, 2). Davi canta atributos do Senhor Deus e atribui a eles o motivo da sua vitória. Esta na luta meu irmão declare essas palavras para DEUS.
Davi, em sua aflição, orou a Deus: “Laços de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror. Cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam. Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos” (vs. 4-6). Davi ao invés de lamentar ou reclamar, teve a atitude de entregar a Deus sua terrível situação.
O salmista também preservou sua integridade de caráter enquanto sofria a perseguição do seu algoz: “O SENHOR Deus me recompensa porque sou honesto; ele me abençoa porque sou inocente. Eu tenho feito a vontade do SENHOR e nunca cometi o pecado de abandonar o meu Deus. Eu tenho cumprido todas as suas leis e não tenho desobedecido aos seus mandamentos. O SENHOR sabe que não cometi nenhuma falta e que tenho ficado longe do mal. Assim ele me recompensa porque sou honesto e porque sabe que não sou culpado de nada” (vs. 20-24). Davi não se lançou ao pecado em seus momentos de desespero, incertezas e frustrações. Apenas se refugiou em DEUS.
 Algumas pessoas passam a ter comportamentos autodestrutivos – uso de drogas (lícitas e ilícitas) ou a prostituição, por exemplo – a fim de afogarem suas dores. Davi, ao contrário, lançou-se aos cuidados de Deus.
Porque buscou a Deus e permaneceu íntegro em sua luta contra um inimigo mais forte, Davi viu Deus agir em seu favor. O salmista cantou: “Do alto me estendeu ele a mão e me tomou; tirou-me das muitas águas” (vs. 16). Disse que Deus o livrou “... de forte inimigo e dos que me aborreciam, pois eram mais poderosos do que eu” (vs. 17). Por isso, poeticamente exaltou: “Pois contigo desbarato exércitos, com o meu Deus salto muralhas” (vs. 29).
Assim como Davi, às vezes nos encontramos como que num lugar escuro, onde não há luz que nos mostre para onde ir, as vezes clamamos ate pela morte,pois lá achamos que não haveria tanta dor.
 São nesses momentos que Deus vem em nosso socorro, lançando luz em nossos caminhos turvos, como Davi mesmo canta: “Porque fazes resplandecer a minha lâmpada; o Senhor, meu Deus, derrama luz nas minhas trevas” (vs. 28).
Por fim, Davi reconhece que de Deus vem a proteção e a capacitação para os momentos difíceis: “Ele é o Deus que me dá forças e me protege aonde quer que eu vá. Ele não me deixa tropeçar e me põe a salvo nas montanhas. Ele me treina para a batalha para que eu possa usar os arcos mais fortes. Tu, ó Senhor Deus, me deste o escudo que salva a minha vida. O teu cuidado me tem feito prosperar, e o teu poder me tem sustentado” (vs. 32-35); “Tu me dás força para a batalha e fazes com que eu derrote os meus inimigos” (vs. 39).
Desse modo, diante de lutas e adversidades perante as quais somos impotentes, busquemos a Deus e preservemos nossa integridade perante Ele, as pessoas e perante nós mesmos. E assim, poderemos cantar como Davi: “Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos”.
E eu te afirmo nesse dia, vale a pena confiar nesse DEUS pois eu mesmo já passei por momentos como esse que Davi relata,mas também contemplei os grandes feitos desse DEUS MARAVILHOSO, FORTE, CONSELHEIRO, AMIGO FIEL.
Não se renda diante das lutas, JESUS está escrevendo uma nova historia na sua vida,meu amado!
EU venci disse Jesus,vós também vencereis!
Que DEUS seja Contigo nessa peleja. Pr@.Jusilei

Lute pelos seus sonhos...

Muitas pessoas são ótimas para tomar iniciativas, mas nunca conseguem concluir o que começaram. A leitura de um livro, um curso na faculdade, melhorar como mãe, pai, esposa ou marido, estreitar seu relacionamento com Deus. Estes são alguns exemplos de projetos de vida que muitos não levam à efeito. Não terminam o que se propuseram a realizar, pois não conseguem lidar com os obstáculos que surgem no meio do caminho.

A Bíblia conta a história de Neemias que perseverou em lutar contra todo tipo de obstáculos para ver seu sonho realizado. Neemias era um judeu que trabalhava como copeiro do rei da Pérsia (um cargo muito importante na época – 445 a.C.). Na Pérsia, Neemias soube que a sua distante Jerusalém estava em ruínas (pois a mais de um século a cidade havia sido destruída na invasão do império babilônico). Ao receber a notícia, Neemias sonhou ver a cidade de Jerusalém reconstruída e protegida de seus inimigos.

Mas nada teria mudado na vida de Neemias e de Jerusalém se ele apenas sonhasse. Neemias foi mais adiante. Ele arregaçou as mangas e entrou em ação. A primeira coisa que fez foi orar a Deus colocando diante d’Ele o desejo de seu coração. A partir de então as portas foram se abrindo para Neemias. Deus tornou o coração do rei favorável à Neemias, permitindo que ele partisse para Jerusalém a fim de reconstruir os muros da cidade.

Ao chegar em Jerusalém a primeira coisa que viu foi a cidade em ruínas e seus muros destruídos. Tinha um grande desafio pela frente. Aliás, vários desafios. Primeiro foi convencer os poucos judeus que estavam com ele a reconstruírem os muros da cidade. Segundo, enfrentou os moradores vizinhos da cidade que não queriam que os muros de Jerusalém fossem reconstruídos (assim a cidade continuaria desguarnecida). Neemias encarou mentiras, emboscadas, conspirações, falsas acusações e perigos de morte. Mas nada disso o fez parar. Mobilizou pessoas, venceu o medo, não deu ouvidos aos inimigos, não se intimidou diante dos perigos e perseverou em colocar até a última pedra no muro da cidade.

Mas, qual de fato, era o diferencial na vida de Neemias? Apenas sua tenacidade? Não! O diferencial em Neemias era a presença de Deus em sua vida. De nada adiantaria ser um sonhador que luta pelos seus sonhos se ele não estivesse comprometido com Deus. Muitos lutam pelos seus sonhos, mas excluem Jesus de suas vidas. Por mais que conquistem coisas, sempre sentem-se insatisfeitas, pois somente Jesus pode dar sentido às nossas vidas.

Neemias enquanto lutava pela concretização de seu sonho, em tudo buscou e obedeceu a Deus.
 Querido leitor, que a história de Neemias te inspire a viver uma vida comprometida com Deus, por meio de Jesus, pois somente assim você poderá provar da bondade e do poder do único Deus verdadeiro.
Deus te abençoe!

O Pastor e a oração !



“Quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes, vos ensinarei o caminho bom e direito”. 1Sm 12:23
           
Uma das atribuições dos Ministros é orar pelo povo, segundo Atos 6.4 os apóstolos elegeram como prioridade ministerial deles consagrar-se a oração e ao ministério da palavra.  O texto de 1 Samuel também traz a preocupação de Samuel em orar pelo povo. O pastor deve orar com o rebanho e em prol dele. Gosto muito das palavras de Martin Holdt: “Nós rogamos a Deus em favor dos homens. Neste sentido, a oração é nosso trabalho mais importante. É uma luta contra o adversário. É uma batalha contra a carne. É um trabalho essencial. O ministro que não ora por seu rebanho não é ministro de jeito algum.” (in: Ascol, 2005, p. 91).
Acerca do tema da oração Calvino disse que os ministros têm uma razão ainda maior para orar que qualquer outro, pois a sua grande preocupação é a salvação comum da igreja. Por isso, diante de tantas exortações, nós pastores, devemos assumir a mesma postura dos apóstolos quanto às suas funções primordiais, dedicar toda a nossa vida à oração e ao ministério da Palavra. É mister que o ministro torne a oração uma prioridade em sua vida, portanto, ore antes e depois de toda atividade que realizar na igreja, seja pregação, uma visita familiar ou aconselhamento a um casal com problemas.
Novamente nos reportando à Holdt, agora citando o puritano John Smith, podemos aprender algo muito importante quanto a vida de oração:
A oração é a vida e a alma da função sagrada: sem ela, não podemos esperar qualquer sucesso em nosso ministério; sem ela, nossas melhores instruções são inférteis e nosso trabalho mais penoso não produz efeito. Antes que lancemos terror sobre aqueles que quebraram a lei, precisamos antes, assim como Moisés, passar tempo com Deus em um lugar retirado. A oração freqüentemente alcança o sucesso para pequenos talentos, enquanto que os maiores talentos sem oração são simplesmente inúteis e perniciosos. Um ministro que não é um homem de piedade e oração, quaisquer que sejam seus outros talentos, não pode ser chamado servo de Deus; muito pelo contrario, ele é na verdade servo de Satanás, escolhido por ele pela mesma razão que escolheu a serpente em tempos remotos, visto ser ela o mais sutil dos animais criado pelo Senhor. Que mostro, oh, Deus, este tipo de pastor deve ser, este dispensador das ordenanças do evangelho, este intercessor entre Deus e o seu povo, este reconciliador do homem com seu criador, se ele não se enxerga como um homem de oração. (in: Ascol, 2005, p.91).

            Diante da primazia da oração na vida do ministro cabe-nos exortar: Ministro do Evangelho esteja bem atento ao fato de que você deve estar sempre pronto para o dever da oração, lembre-se das palavras de Paulo em 1Ts 5.17 “Orai sem cessar”. Deus abençoará seu ministério por meio da oração, devemos levar as necessidades de nossa igreja até Ele, devemos interceder pelos fracos, oprimidos, servir de exemplo aos moribundos na fé, para que pelo nosso exemplo sejam fortalecidos na fé cristã. A oração para Calvino é um “exercício perpetuo de fé. Pela qual recebemos diariamente benefícios da parte de Deus” (Calvino, 2003, p. 13). Jean Massilon, ministro francês disse a um grupo de ministros:
Um pastor que não ora, que não ama a oração, não pertence à igreja, que “ora sem cessar”. Ele é uma arvore seca e infrutífera que estorva o solo do Senhor. Ele é o inimigo, e não o pai de seu povo. Ele é um estranho que usurpou o lugar do pastor e a quem a salvação do rebanho é indiferente. Portanto, meus irmãos, sejam fieis em suas orações e suas funções serão mais úteis, seu povo será mais santo, seu labor será mais doce e os males da igreja diminuirão.[...] Esse homem deixa, se é que podemos usar essa expressão, de ser um ministro público no momento em que deixa de orar. (Beeke, in Armstrong, 2007, p. 72)

            Para ter uma vida piedosa, devemos dar a oração o status de urgência, principalmente no ministério, ou você nunca terá palavras de conforto, ou um sermão digno de ser chamado “palavras de um embaixador de Cristo”, se você não tiver vida de oração com Ele. A oração deve permear toda nossa vida, passando por cada pensamento, palavra, atitude, de forma que  nada do que façamos como ministros pode ser desprovido de oração. Faça da sua vida – especialmente de seu gabinete – uma constante oração e comunhão com Deus.
Com uma vida de oração todos os seus sermões serão evangelísticos não importa o assunto.

John Welsh, genro de John Knox, orava sete horas por dia.[...] certa vez sua esposa o encontrou chorando no chão depois da meia-noite e lhe perguntou por que estava chorando. “Ó, minha querida”, ele disse:, “tenho 3.000 almas pelas quais responder, e eu não sei como estão muitas delas”. (Armstrong, 2007, p.73).

            Por último, não deixe de ser bíblico em suas orações, Provérbios 28.9 diz: “O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.” Mantenha-se alinhado com as promessas bíblicas, ore partes das Escrituras, baseie suas palavras na Palavra de Deus. Peça conforme a vontade de Deus, não se desvie de pedir que seja feita a vontade do Senhor (Mt 26:42). Deixe Deus trabalhar seu coração, molde-se à Palavra de Deus, suas orações serão ouvidas e seu ministério abençoado.

domingo, janeiro 26, 2014

Estudo sobre Divorcio e Segundo casamento

Quando não temos a profundidade da palavra de Deus é necessário estudar a palavra,  para podermos ter a  uma base bíblica em relação a alguns assuntos que são polêmicos ate mesmo no meio evangélico.  

Estudo extraido da revista https://www.ultimato.com.br


Key Yuasa

Introdução


Recebi a visita de um homem, filho de crentes, que, estando divorciado, desejava se casar porque encontrou uma boa pessoa. Sua ex-esposa há anos deixou a casa, quando ele descobriu o fato de que ela saía com outra pessoa. Os filhos ficaram com o pai, mas eles vêem regularmente a mãe. A noiva que me foi apresentada é membro de uma igreja evangélica e deseja levar uma vida cristã em nossa igreja. O noivo não é membro, mas freqüentava quando jovem a igreja e mandou, durante anos, seus filhos para a escola dominical. Desta vez, ele gostaria de poder preparar-se para o batismo para ter uma vida cristã, e, assim, regularizar sua vida familiar. Que fazer? Qual é o ensino bíblico sobre esse assunto?

Encontrei dois opúsculos recentemente lançados no Brasil: Divórcio e Novo Casamento, de Tony Evans (São Paulo: Vida,1997; edição original em inglês, Chicago: Moody, 1995) e Casamento: Contrato ou Aliança?, de Craig Hill (Pompéia, SP, MMI, s/d; edição original Northglenn, Ccl.: Harvest, 1992).

O primeiro livro começa muito bem, contemplando a exceção apontada por Jesus em Mateus 19.9 e 5.32, bem como a possibilidade de aceitar a separação de um cônjuge não crente para que este fique livre da “servidão” ou das amarras do casamento (apresentada por Paulo em 1Cor 7.15). Mas, a partir disso, o autor faz malabarismos exegéticos que forçam a Palavra para incluir na categoria de cônjuge morto, os mortos espirituais (Rm 7.1-3), abrindo a porta para uma ampla gama de situações em que seria “bíblica” a separação e o re-casamento. Esse livro, no mínimo força, na parte final, a Palavra ao dizer o que o autor deseja, a fim de permitir o divórcio e o re-casamento em mais situações do que a Bíblia permite.

O segundo adota a posição diametralmente oposta de procurar desaconselhar ao cristão o divórcio e não permitir nenhum outro casamento para a pessoa divorciada. Isso é feito através de categorias apresentadas no livro chamado Meant to Last, de Paul Steele e Charles Ryrie (Wheaton, Ill. Victor. 1986), no qual seriam cinco as posições dos cristãos historicamente falando:

a) O ponto de vista patrístico - Os pais da igreja nos cinco primeiros séculos e os líderes em geral, com poucas exceções, até o século 16, teriam sido ‘unânimes no entendimento do ensino de Cristo e Paulo. Se alguém sofresse o infortúnio do divórcio, um novo casamento não seria permitido qualquer que fosse a causa.

b) O ponto de vista erasmiano - É a posição da maioria dos protestantes, a partir do séc.16, que permite o divórcio e o re-casamento.

c) O ponto de vista preterativo - É o ponto de vista de Agostinho, que procura explicar o diálogo de Mateus 19.1-12, com esclarecimento de que havia duas escolas rabínicas de interpretação da lei de casamento e divórcio no judaísmo: uma de Hillel, que permitia todo tipo de divórcios e outra de Shammai, que procurava restringir tal possibilidade ao mínimo. A questão era como interpretar as “coisas indecentes” de Deuteronômio 24.1 .A resposta de Jesus teria sido para despistar e, não, para responder a nenhuma dessas sugestões. Depois, quando estavam sozinhos com Cristo, os discípulos o pressionaram para resolver o assunto, e ele teria respondido a questão em Marcos 10.11-12.

d) O ponto de vista dos esponsais entende “pornéia” como uma referência a relações sexuais de pessoas ainda não casadas de verdade. Aquelas que estejam comprometidas como noivos. Apenas nesse caso seria possível a separação e ‘re-casamento”, ou melhor, seria o primeiro casamento

e) O ponto de vista da consangüinidade permite o divórcio, mas não o re-casamento de pessoas cujos casamentos estão proibidos em Levítico18.6-l8, entre pais e filhos(as) (mesmo de segunda núpcias), madrasta e padrasto com enteado(a), entre sogros(as) e genros e noras, entre pessoas que têm relacionamento de cunhados(as), entre tios(as) e sobrinhos(as), entre avôs(ós) e netos(as).

Essa análise histórica de posições típicas, não deixa de ser interessante, mas senti-me um pouco incomodado com o epíteto de “erasmiano” (referente à figura humanista do Erasmo de Rotterdam), todas as vezes que se tratava de uma posição que visasse valorizar o texto de Mateus 19.9. Considerei que o autor defendia seu ponto de vista contra o re-casamento de pessoas divorciadas, e que o tratamento foi mais ideológico do que uma análise do texto bíblico.

Diante disso, resolvemos ir pessoalmente aos textos bíblicos a fim de re-estudá-los e chegarmos pessoalmente às conclusões de que necessitamos com urgência para tomar uma atitude no caso que nos ocupa pastoralmente. No exame dos textos, essas posições re-aparecerão com maior detalhes.

Mateus 19.9
Examinemos diferentes versões deste texto.

Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua esposa exceto por imoralidade sexual [pornéia], e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério. (NVI)

Portanto eu afirmo o seguinte: o homem que se separar da sua mulher, a não ser em caso de adultério [pornéia], se tornará adúltero se casar com outra mulher. (Linguagem de Hoje)

E eu lhes digo isto: Todo a quele que se divorciar de sua esposa, a não ser por causa de infidelidade [pornéia], e casar-se com outra, comete adultério. (Viva)

Eu, porém, vos digo: Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas [pornéia], e casar com outra, comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]. (Alm. Rev. Atual.)

Eu vos digo porém que qualquer que repudiar a sua mulher não sendo por causa de prostituição [pornéia] e casar com outra, comete adultério, e o que casar com a repudiada também comete adultério. (Alm. Contemp.)

Esse recenseamento breve dos textos mais usados entre nós permite concluir preliminarmente que

a) Existe uma diferença entre os três primeiros em relação aos dois últimos, no sentido de que aquelas versões não incluem a cláusula “e o que casar com a repudiada comete adultério”, presente em alguns manuscritos importantes, mas, ao mesmo tempo, ausente em outros. É por causa disso que a edição de Almeida Revista e Atualizada manteve a cláusula entre colchetes, a fim de indicar que, embora tenha evidência bastante para ser incluída, essa cláusula não tem aceitação unânime como outras partes deste Evangelho de Mateus. 

b) A não ser essa diferença no tratamento do texto original, todas as cinco versões aceitam cláusula de exceção presente no texto de Mateus (“não sendo...”, “a não ser por causa”, “exceto por..”), ao contrário dos textos paralelos de Marcos e Lucas.

c) A diferença maior entre as versões em português está na compreensão da palavra “pornéia”, que recebeu as seguintes traduções:

i)imoralidade sexual, infidelidade, relações sexuais ilícitas;

ii) adultério, prostituição.

De um estudo acurado do significado da palavra pornéia, chegamos à conclusão de que o sentido i) é mais correto e natural. Notamos que as três traduções japonesas, bem como a versão particular Guendaiyaku do prof. Reiji Oyama usaram as palavras futei, “infidelidade”

- Guendaiyaku (1983) e Shinkai-yaku (1963, 1970); fuhinkô, imoralidade - Koogooyaku (1954) e inkô, “conduta contrária aos bons costumes” - Bungoyaku (1930)mais próximas do sentido i) que do ii). “Pornéia” ainda significa: ofensivo ao pudor, contrário aos bons costumes, imoralidade, incluindo o sentido sexual. Em português, deu origem à palavra “pornografia”. Aliás, em quase todas as línguas ocidentais temos palavras correspondentes a esse termo, que derivam da mesma raiz grega. O sentido ii), que inclui o aspecto jurídico (adultério) e o comercial (prostituição) não é o significado primário da palavra “pornéia”. Mas, o sentido de adultério, pode ser inserido nessa frase de Jesus, porque o contexto trata de uma esposa regularmente casada.

O sentido de prostituição poderia ser deduzido a partir da frase “contrário aos bons costumes”, aplicada a uma esposa e dona de casa. Mas, tanto “adultério” como “prostituição”, parecem forçar um pouco o sentido usual de “pornéia”, quanto ao seu sentido gramatical, por força de dedução hermenêutica. A dificuldade dessa interpretação forçada é que no caso específico de “prostituição”, por exemplo, viria a dar um sentido bastante diferente. Se o divórcio e o novo casamento são permitidos somente quando há prostituição, estão excluídos adultérios que não envolvem vantagens pecuniárias ou transação comercial?Seria isso que Jesus quis dizer?

d) embora não dê uma aprovação entusiástica a isso, por causa da dureza do coração dos homens Jesus aceita a possibilidade de divórcio e re-casamento em caso específico de infidelidade conjugal praticada, segundo o texto de Mateus.

Os textos em inglês

And 1 say unto you, Whosoever shall put away his wife except it be for fornication, and shall marrv another, committeth adultery: and whosoever marrieth her which is put away doth commit adultery. (KJ - King James)

And 1 say unto you. Whoever divorces his wife, except for unchastity. and marries another, commits adultery. (RSV - Revised Standard Version)

I tell you, if a man divorces his wife for any cause other than unchastity, and marries 
another, he commits adulterv. (OC - Oxford and Cambridge)

1 tell you that anyone who divorces his wife, except for marital unfaithfulness, and marries another woman, commits adultery. (NIV - New International Version)

Existe um paralelismo interessante entre as versões em português e as versões em inglês:
a) a Bíblia King James (KJ) é muito semelhante a Almeida Revisada e Atualizada, pois
1.mantém a cláusula final que outras versões eliminaram;
2.traduz literalmente o verbo apolúse por “repudiar” ou “mandar embora” (put away) e não modernizou usando a expressão “divorciar” como as outras versões mais recentes;
3.a palavra “pornéia” é traduzida por “fornicação”, sentido que é bem próximo de relações sexuais ilícitas.
b) todas as versões mais recentes em inglês ou em português eliminaram a cláusula final.
c) No inglês há variantes na tradução de “pornéia”, vertido por “falta de castidade” (unchasty) e por “infidelidade conjugal” (marital infidelitv). No português existe um paralelismo, mas vemos que nossas versões avançaram mais com “adultério” e “prostituição”. 

As versões católico-romanas
Para efeitos de comparação, vamos agora examinar algumas versões católico-romanas.
Eu pois, declaro que todo aquele que repudiar a sua mulher, se não for por causa de adultério, e casar com outra comete adultério; e o que se casar com a que o outro repudiou, comete adultério. (A.P. Figueiredo. 1964, 1977)

Ora, eu vos declaro que todo aquele que rejeita a sua mulher, exceto no caso de um matrimônio falso e esposa uma outra comete adultério. E aquele que esposa uma mulher rejeitada comete também um adultério. (versão Maredsous trabalhada no Centro Bíblico Católico, SP, 1959)

Or je vous le dis: quiconque repudie sa femme je ne parle pas de la fornication et en épouse une autre, commet un adultère. (ed. orig franc. da Bíbia de Jerusalém, 1955)

A hora bien, os digo que quien repudie a su mujer — salvo en caso de fornicación y se case con otra, comete adultério. (vers. esp. da Bíblia de Jerusalém, 1966)

Algumas observações:
a) as duas primeiras versões a de Figueiredo e a versão dos monges Maredsous, trabalhada no Centro Bíblico em São Paulo — são bem parecidas com a versão de Almeida pelo fato de que incluem a cláusula final, assim como a versão King James a traz no inglês. A versão de Figueiredo é realmente muito próxima à tradução de Almeida.
b) Todas as versões traduzem apoIúse por “repudiar” ou “rejeitar”, numa tradução mais literalmente próxima da original.
c) A versão do Centro Bíblico traduz “pornéia” por “matrimônio falso”, mas é honesto, ao indicar em nota ao pé da página, que se trata de um texto de difícil interpretação. Nos esclarecimentos doutrinários ao final da Bíblia, sobre a palavra “divórcio” são mencionados dois significados mais usualmente adotados na tradução da palavra “pornéia”, “adultério” ou “fornicação”, que viria de S. Jerônimo, isto é, da versão Vulgata (versão latina e oficial da Igreja Católica Romana), e que não permite re-casamento, e o outro igualando-a à palavra zenut, que seria “concubinato” ou união ilícita, matrimônio falso ou nulo. Neste caso seria permitido o casamento. Os exegetas católicos optam por essa interpretação, pois estão certamente pressionados pela possibilidade gramatical e exegética de Mateus 19.9 que permite o re-casamento e, por isso, buscaram um sentido em que isso seria admissível doutrinariamente.
d) A versão da famosa Escola Bíblica de Jerusalém optou por traduzir “pornéia” - cremos pelo rigor científico costumeiro dos modernos tradutores — por “fornicação” ou “relações sexuais ilícitas”, que parecem mais próximas do grego. As anotações ao pé da pagina mostram o natural esforço por harmonizar o tratamento honesto do texto original com a doutrina da Igreja Católica Romana. Um verdadeiro malabarismo exegético, recusando a hipótese do “concubinato”. Por essa exceção própria a Mateus, Jesus não permite o divórcio (com re-casamento) em caso de adultério . Parece que o texto de Mateus indica que, em caso de infidelidade, há a necessidade de uma solução especial que ele, inclusive, não indica. Essa solução, invisível enquanto o divórcio era permitido, desenvolver-se-á na igreja sob a forma de uma “separação” dos esposos sem “re-casamento” .
É impressionante verificar que, havendo restaurado um texto mais fiel ao original grego, passem em seguida a desdizer o texto, inclusive negando que Jesus tivesse autorizado o divórcio. É preciso relembrar que os exegetas católicos dominicanos estão também sob a pressão da doutrina católica do celibato. Creio que forçam o texto em direção à sua posição ao entenderem que, para o cristão, o estado de casado é inferior ao estado de solteiro, dizendo no comentário sobre o v. 12 dessa passagem que “Jesus convida ao celibato perpétuo aqueles que desejam consagrar-se exclusivamente para o Reino de Deus”. 
e) A moderna versão ecumênica católico-protestante em língua japonesa a “Kyodôyaku” traduz “pornéia” por “fuhoo na kekkon” = casamento ilegal o que os aproxima da versão do Centro Bíblico, com a diferença de que não tem a cláusula final, como todas as versões japonesas examinadas.

Resumo da análise de Mateus 19.9 
Eu porém vos digo: quem repudiar a sua mulher
1 Não sendo por causa de relações sexuais ilícitas
E casar com outra comete adultério 
2 e o que casar com a repudiada comete adultério.
2 = cláusula final contestadaGrego Português Inglês Japonês Católicas
2 Está em ARA KJ APF 
AC CBC 
2 Eliminada em GNT LH RSV B, Ko BJF 
PI BV NEB S, G BJE 
NVI NIV Kyo

Reconhecemos uma tendência geral de que nesse trabalho de crítica textual mais rigorosa, a cláusula final está saindo das versões. Entretanto, gostaríamos de anotar um aspecto significativo sobre essa cláusula.

“e o que casar com a repudiada comete adultério.” (Mateus 19.9)
A presença de uma cláusula de Mateus em alguns manuscritos antigos, e sua ausência em outros, não teria o efeito de produzir em nós desconfiança no texto desse Evangelho? Especialmente a pessoas como nós que não temos o hábito de praticar crítica textual, nem conhecemos bem as tecnicalidades de seu procedimento? Como podem pessoas comuns e correntes terem confiança no texto desse Evangelho, depois de saber que uma cláusula sua está sendo contestada?

Confiabilidade de Mateus
A presença da cláusula em questão não acarretaria contradição nenhuma com a palavra dos Evangelhos, pois essa cláusula existe com as mesmas palavras em Mateus 5.32.
“e o que casar com a repudiada comete adultério”
A mesma idéia aparece com palavras ligeiramente diferentes em Lucas:
“e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido, também comete adultério.” (Lucas 16.18)

Isso significa que a eventual permanência da expressão dentro do versículo de Mateus 19.9 não acarretaria contradição nenhuma em relação ao texto de Mateus em seus manuscritos mais antigos, ou nas versões mais recentes, mas acrescenta pontos em sua confiabilidade. Essa compreensão acrescenta confiabilidade mais madura também em relação aos críticos de texto e aos tradutores.

1 Cláusula de exceção
Grego Português Inglês Japonês Católicas
A cláusula de exceção está presente em Todas Todas Todas Todas Todas

Cremos que todos os que são contra o divórcio gostariam de eliminar essa cláusula de exceção, se fosse possível, mas ninguém, seja católico ou protestante, conseguiu fazê-lo. Não podendo eliminar, partiram para diversos tipos de tradução como vimos. Algumas traduções extremamente forçadas, para poder avançar as doutrinas, ou os costumes adquiridos.

O fato de que ninguém pode eliminar essa cláusula reforça os pontos de confiabilidade de Mateus e, particularmente, a confiabilidade de Mateus 19.9. Quanto maior a confiabilidade de Mateus em geral e de Mateus l9.9 ou, mais exatamente, a confiabilidade da cláusula de Mateus 19.9, maior a tensão com os textos paralelos de Marcos 10.11 e 12 e de Lucas 16.18, os quais não têm cláusula de exceção.

Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério, e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido, também comete adultério. Repetindo e resumindo: A confiabilidade de Mateus ficou estabelecida pelo exame dos textos e das traduções e, especialmente, de Mateus 19.9, tanto pela observação de clausula final contestada, quanto pelo exame de cláusula de exceção. Quanto mais se estabelece a confiabilidade desse texto, mais aumenta a sua tensão com os textos paralelos de Marcos e de Lucas.

Mateus19.9 Aumento de Marcos 10.11, 12

CONFIABILIDADE Tensão Lucas 16.18

Apresentaremos agora um resumo das variações de tradução da palavra “pornéia”

Em seguida, nos concentraremos em compreender essa tensão, e relação paradoxal. Estudaremos o contexto imediato de Mateus 19.9, em Mateus 19.1-12 e em 1Coríntios 7.15.

Pornéia
Resumo da variação de sua tradução
Português Inglês Japonês Católicas
Relações sexuais ilícitas ARA B Imoralidade sexual NVI Ko
Fornicação KJ BJF, BJE, APF 
Falta de castidade NEB (CO)
RSV
Infidelidade BV G,S
Infidelidade NIV
Matrimonial
Adultério LH APF *
Prostituição AC
Matrimônio falso CPC
Matrimônio ilegal Kvo

É realmente impressionante a quantidade de versões variantes que essa palavra tem apenas nas Bíblias evangélicas em Português. Sendo que nenhuma versão repetiu a outra. Entre as que examinamos, as Bíblias japonesas coincidiram com três das nossas versões. Nas católicas, a de Figueiredo traduziu “pornéia” por “adultério” em 19.9, mas em 5.32 por “fornicação”. Por que tantas traduções e graus de implicação jurídica, social e moral diferentes?
Primeiro: o divórcio e re-casamento são assuntos muito delicados e há sempre, no mínimo, dois lados da questão. Há, por isso, uma grande gama de interpretação e práticas.
Segundo: gramaticalmente as palavras sempre têm uma certa elasticidade e comportam mais de um significado. Por exemplo, o uso normal de “pornéia” significar algo mais geral, como “relações sexuais ilícitas”, ou “fornicação”, e “pornôs” (1Cor 5.9) pode significar um homem sexualmente imoral; o seu feminino (porné), significa uma mulher que pratica imoralidade sexual por profissão, logo, prostituta (Mt 21.31).
Terceiro: para que haja várias traduções, torna-se necessário adaptar o que foi falado no meio judaico no primeiro século para o contexto do século 20 ou 21. As bíblias Almeida, King James, Figueiredo, a Bungo-yaku, e a Bíblia de Jerusalém mantiveram essa expressão sendo mais fiel ao original (apoluse). No diálogo de Jesus com os fariseus a questão do repúdio à mulher está sendo tratada à luz de Deuteronômio 24.1. Existe, para o gosto democrático do nosso tempo, muito machismo nessa prática. A maioria dos tradutores está abandonando a palavra “repudiar” para usar a palavra “divórcio”, instituição que regula tanto os direitos da mulher como os do homem e dos filhos, o que forma todo o corpo jurídico vigente em nossas respectivas sociedades. 
As quatros primeiras traduções parecem se aproximar mais do sentido gramatical do original. As duas seguintes “infidelidade” e “infidelidade matrimonial”, seriam quase a mesma coisa, mas tratam de traduções interpretativas mantendo o homem como o ponto de referência no casamento. Tal é provavelmente o sentido no original. Em português, temos a vantagem de nos referirmos tanto à infidelidade feminina, quanto à masculina, portanto também o sujeito do divórcio pode ser tanto o homem, quanto à mulher. Quanto ao sentido de “matrimônio falso e ilegal”, somente versões católicas adotaram essa tradução. Cremos que existe uma clara gradação: à medida que se desce a coluna, mais interpretativas vão se tomando as traduções.

Tensão entre Mateus 19.9 e textos paralelos
Como conciliar essas duas declarações?
Eu lhes digo que todo aquele que se Grande Todo aquele que se divorciar de sua esposa exceto por sua esposa e se casar com imoralidade sexual e se casar com outra mulher estará cometendo Tensão adultério contra ela. (Mc 10.11 adultério. (Mt 19.9) e Lc 16.18)
Já vimos mais acima que não se trata de erro de impressão ou de preferência de algum copista. Os textos estão exatamente como os vemos, com toda a contradição que podem trazer.
Gostaríamos de sugerir inicialmente que há uma tensão entre o Padrão Perfeito de Deus e a Orientação ou Regulamentação Pastoral.
Regulamentação Pastoral Padrão Perfeito de Deus exceto por imoralidade sexual Tensão sem exceção nenhuma - adultério - Mateus Marcos e Lucas.
Se isso for verdade, nenhum dos dois pares pode/deve ser reduzido. Cada um dos elementos da contradição, ou tensão, são essenciais. Não se deve tentar relativizar a ordem de Deus. Também não se deve jogar fora o texto de Mateus. Entendemos que a exegese correta nesse caso é manter plenamente cada um dos pólos. O Padrão Perfeito de Deus jamais deve ser relativizado, mas trabalhando com seres humanos imperfeitos e pecadores, temos de encontrar caminhos para avançar. Ao procurar esse caminho, é preciso sempre ter em mente a boa, perfeita e agradável vontade de Deus e vivermos tendo como referência esse padrão.
Regulamentação Pastoral Padrão Perfeito de Deus
Vê-se em outras palavras de Mateus um perfeito paralelismo da tensão entre dois pólos.
Se o teu irmão pecar contra você, vai e a sós com ele mostra-lhe o seu erro. Se ele o ouvir, você ganhou o seu irmão. Sejam perfeitos como
Mas se ele não o ouvir, leve consigo TENSÃO perfeito é o Pai Celeste mais um ou dois outros, de modo que tial de vocês qualquer questão seja decidida pelo (Mt 5.48) depoimento de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a (...) (Mt 18.l5ss)

O padrão perfeito de Deus está claramente expresso à direita, mas à esquerda está o que acontece no convívio com meu irmão cristão que, como eu, é de carne e osso, comete erros e pecados. Há uma orientação pastoral; mostra-se como atuar. Não se trata de jogar o Padrão Perfeito de Deus em seu rosto e castigá-lo com julgamento, rejeição e condenação. Antes,é preciso fazer um esforço de procurá-lo, conversar e, se necessário, mais de uma vez. Num outro momento, Jesus disse que devemos perdoar nossos irmãos setenta vezes sete vezes.

No texto de Mateus 18 não se menospreza o padrão divino de perfeição em se tratando de seres humanos. Se seu irmão rejeitar a terceira tentativa de restauração feita conforme o ensino de Jesus, você pode considerar que ele não é seu irmão na fé. Uma pessoa que rejeita os ensinos de Jesus, o conselho da igreja deve ser considerada pagã ou publicana, deixando de ser irmão segundo a palavra do Senhor.

Se desprezo o Padrão Perfeito de Deus, por ser perfeito demais e por sermos pecadores e falhos, então não vou estar buscando a perfeição Não estarei buscando a santificação. “Sejam perfeitos como é perfeito o Pai Celestial de vocês” é uma palavra que devemos considerar para não nos conformarmos com esse mundo e com o pecado. Devemos aprender a amar e a servir a um Deus que é perfeito. Devemos buscar continuamente a santificação, um padrão melhor de ética e de conduta.

O contexto imediato de Mateus 19.9 e 19.3-12

3 Vieram alguns fariseus, e o experimentavam, perguntando: É licito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?

4 Então respondeu ele: Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher?

5 e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?

6 De modo que já não são dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separa o homem.

7 Replicaram-lhe: Porque mandou então Moisés dar carta de divórcio e repudiar. (Veja um exemplar dessa carta de divórcio)

8 Respondeu-lhe Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres:, entretanto, não foi assim desde o princípio.

9 Eu porém vos digo: Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra, comete adultério [e o que se casar com a repudiada comete adultério].

10 Disseram-lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente a sua mulher, não convém casar.

11 Jesus, porém, lhes respondeu: Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado.

12 Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para admitir, admita.

Chamamos a atenção para o fato de que nesse contexto de Mateus 19.9, na discussão com os fariseus, Jesus mostra que, no princípio, a regra não era a separação ou o divórcio. O que Deus ajuntou não deve o homem separar. Entretanto, por causa da dureza dos corações, Moisés permitiu que houvesse separações. A pergunta dos fariseus “pode o homem repudiar sua mulher por qualquer motivo9”, foi o baixíssimo nível em que caiu o casamento, por causa da interpretação machista de Deuteronômio 24.1. Segundo esse preceito o homem podia repudiar a esposa se ela não fosse agradável aos seus olhos, por ter achado nela “algo indecente”. Jesus procura mostrar o que existia desde o princípio: o padrão de Deus para o casamento e a prática do divórcio que Moisés procurava moderar e regular, para proteger a mulher. O divórcio não é uma ordem de Deus, nem uma solução que o agrade. Aqui vemos repetir-se o modelo, o padrão de Deus e a orientação pastoral.

13

Prática Pastoral Padrão de Deus

Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres por causa da dureza do vosso coração. O que Deus ajuntou não o separe o homem.

Jesus não se mostra contra a permissão outorgada por Moisés. Parece a favor dela, mas ele reformula a cláusula de exceção na frase que começa com “Eu porém vos digo”, em Mateus19.9, tornando muito mais imperativa a manutenção do casamento. Ele estreitou a cláusula de exceção que estava indefinida, fato que a tornava por demais inclusiva.
Em outras palavras, a cláusula de exceção, introduzida pela expressão “eu porém vos digo” vem responder à expectativa criada pela indagação dos fariseus, “É lícito para o homem repudiar a sua mulher por qualquer motivo?”, e está logicamente ligada ao contexto desse diálogo. Sua ausência criaria um vazio lógico e semântico dentro dessa construção.
Verificamos que o modelo de afirmações contrastantes e até contraditórias, cuja conflitividade e tensão não devem ser diminuídas via malabarismos exegéticos que forcem a Palavra de Deus, encontradas no confronto de Mateus 19.9, de Marcos 10.1, 12 e Lucas 16. 18, repete-se no contexto imediato de Mateus 19.3-12.

Afirmamos nossa fé de que Jesus não está em posição de confronto ou negação em relação ao preceito de Moisés. Aqui também vale a sua palavra de Mateus 5.17: “Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir”. Entendemos que Jesus, ao estreitar a cláusula de exceção, está, na verdade, reinterpretando melhor a intenção de Moisés. Moisés não inventou nem introduziu a separação ou o divórcio de casais. O seu preceito tinha um sentido moderador em relação aos costumes da época e procurava proteger o casamento e a família, diminuir os repúdios e proteger a mulher repudiada no caso de um divorcio.

Mateus Marcos e Lucas

Permite o divórcio e não proíbe Não permitem o divórcio nem O recasamento em caso de o re-casamento sob hipótese fornicação. alguma.

Se alguém argumentasse que são dois evangelistas contra um e que o ensino na passagem de Marcos foi feito para os discípulos em particular, poderíamos responder que Mateus tem duas citações do mesmo teor; uma em Mateus 5.32. no contexto do Sermão da Montanha, ou seja, um discurso para os discípulos, e outro em Mateus 19.9, no contexto da discussão com os fariseus.

Caberia ainda lembrar que Mateus foi chamado pessoalmente por Jesus e com ele esteve pelo menos 3 anos ouvindo, vendo e aprendendo.

Ao considerar o fato que Jesus via seu ministério não como contradição ou revogação da Lei de Moisés, mas como o seu cumprimento, podemos entender que Jesus está permitindo o re-casamento, no caso excepcional em que permite o divórcio . Pelo teor da carta que veremos mais abaixo, podemos depreender que permissão de divórcio, mesmo que excepcionalmente, implica permissão de re-casamento.

Estudo da posição de Paulo

O tema do casamento, celibato e divórcio estão concentrados em 1 Cor 7. Desde o primeiro verso até o final, em quarenta versículos, ele discorre sobre esses temas em resposta às indagações dos cristãos de Corinto. Há naturalmente as clássicas passagens de Efésios 5, e em alguns outros lugares. Em 1 Cor 7, especialmente, se concentra muito do ensino de Paulo sobre o casamento, mas achamos dificuldade em trabalhar esta passagem pelas seguintes razões:
a) A passagem começa e termina com uma apologia ao celibato. Com exceção desses dois versículos inicial e final, ainda há muitos outros, todos com referência à desejabilidade de estar solteiro. São, no total, onze versículos, que transmitem o desejo de estar solteiro, ou viúvo, mais do que do estar casado. Para falar a verdade ainda não temos trabalhado adequadamente o tema do celibato (os católicos e o movimento monástico parecem haver encampado a temática).
b) O casamento é considerado como um mal menor em alguns casos (v.2, 9) e não é melhor que ao estado de solteiro (v.38). Ser cristão e casado é ser mais mundano, é ter o coração dividido (v.33, 34). Não chega a ser pecado casar-se (v.28, 36), mas se puder evitar, melhor. Ora, isso não parece fazer justiça à doutrina evangélica do casamento.
c) Por três ou quatro vezes nesta passagem Paulo diz que está expondo a sua opinião e não necessariamente do Senhor (v.12, 17, 25 e 40). Nos versículos 25 e 40, ao mesmo tempo em que afirma ser sua a opinião, acrescenta observações solicitando algum reconhecimento não só dele, mas também de Deus. Uma vez afirma que o mandamento é claramente da parte do Senhor e não dele mesmo (v.10) Qual o peso relativo de cada uma dessas passagens?
d) Uma visão mais positiva da vida conjugal aparecerá em Colossenses 3.12ss e 18; sobretudo em Efésios 5.15-33 (cf 1 Pe 3.1-7). Todas essas passagens, incluindo a de Pedro, foram escritas (62 d.C em diante) 6, 7 ou 8 anos após 1 Coríntios (55, 56 ou 57 d.C). Seria correto supor que,a partir de uma visão um tanto quanto restritiva sobre o matrimônio do cristão, Paulo teria evoluído para uma visão mais matizada, e mais rica? Seria essa a razão de Paulo pedir aos líderes cristãos que fossem pessoas casadas (1 Tm 3.2-5; Tt 1 5-8, ambas as epístolas, presumivelmente, de 65 d.C) e não recomendar as pessoas solteiras à liderança cristã nessas cartas, ao contrário de 1 Coríntios 7?

Essas declarações sobre o texto nos ajudam usá-lo com cuidado e temperança, levando em conta esses matizes, a fim de alcançar um entendimento mais próximo da verdadeira prática pastoral do grande apóstolo.
1 Coríntios 7.10, 11 e 15
Versículos cruciais de 1 Coríntios 7 para o que estamos estudando são os acima indicados
1 Ora, aos casados, ordeno não eu, mas o Senhor que a mulher não se separe do marido; (Se, porém vier a separar-se, que não se case, ou que se reconcilie com seu marido) e que o marido não se aparte de sua mulher” (1 Cor 11 e 12)
“ Mas se o descrente quiser apartar-se que se aparte; em tais casos não fica sujeito à 
servidão, nem o irmão nem a irmã; Deus vos tem chamado a paz. 1 Cor. 7.15 
Gostaríamos de indicar que o primeiro texto se refere mais ao padrão divino para o casamento e nisso há perfeita concordância com as palavras anteriormente citadas de Jesus, como “quem divorciar e casar com outra comete adultério” e “o que Deus ajuntou, não separe o homem”.
No segundo há uma referência ao casamento misto entre uma pessoa crente com outra descrente, sendo que a parte crente não deve tomar iniciativa de separação. Mas, se a parte descrente deseja separar-se, deixe que o faça. Em tais casos não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã. Essa palavra é uma aplicação pastoral para o caso específico de casamentos mistos. Paulo sente-se autorizado a fazer essa aplicação pastoral; distinção não feita por Jesus na questão de casamentos mistos. Existe também uma atitude especial de Paulo com respeito aos coríntios. A chave para entender essa atitude pastoral de Paulo está em, pelo menos, dois fatores:
a) Paulo é imitador de Cristo em ser o bom pastor que dá a sua vida pelas ovelhas. Ele tem dado a vida, e arriscado a vida em favor dos Coríntios.
b) Ele é intercessor incansável em favor dos coríntios e está pronto para assumir diante de Deus as conseqüências do seu ensino. 
Lembremos de sua atitude com relação aos judeus: “tenho grande tristeza e constante angústia em meu coração. Pois eu até desejaria ser amaldiçoado e separado de Cristo por amor de meus irmãos, os de minha raça, o povo de Israel” (Rm. 9 1- 4). Cremos haver uma grande diferença entre um apóstolo-teólogo como Paulo e um simples professor de teologia ou um teólogo que viva de fazer e ensinar teologia hoje .
O que estamos tentando dizer é: só porque Paulo sentiu-se autorizado a fazer as aplicações pastorais que fez, não se segue que qualquer um de nós, pastores de hoje, possamos fazer a nosso critério pessoal as adaptações ou aplicações conforme queiramos.
Mas é verdade que podemos ser seus imitadores, como ele o era de Cristo e, em parte, existe necessidade de aplicações pastorais personalizadas. Assim, nessa hora devemos imitar o apóstolo dos gentios, no sentido de assumir inteiramente a responsabilidade daquilo que possa advir do nosso aconselhamento pastoral. Devemos fazer as aplicações em consonância com Cristo, com a leitura de Cristo feita pelos apóstolos e também com os apóstolos.
Se não estivermos prontos a entregar as nossas vidas em favor das ovelhas, precisamos, então, ter cuidado com os conselhos que possamos dar. Agora podemos esquematizar a palavra de Paulo em 1 Cor 7. 10 e 15 para indicar o paralelismo que viemos apresentando

Casamentos Mistos Padrão Divino para o Casamento

“Se a parte não crente consente em “Aos casados ordeno, não eu morar junto com o cristão, não se o Senhor, que a mulher não se aparte” 7. 12-15 GRANDE separe do marido...

“Mas se a parte não-crente quiser e que o marido não se separe de apartar-se, que se aparte. Em tais sua mulher” 7.10

Entendemos que a expressão “não fica em servidão”, significa que o vínculo matrimonial pode ser desfeito e isso inclui o direito/permissão de re-casamento. Nesse mesmo capítulo, no versículo 39, a palavra “livre” é usada para indicar direito ou permissão de re-casamento.

A seguir listamos algumas conclusões a que este estudo nos permitiu chegar e depois algumas sugestões pastorais.

Conclusões
1) Focalizamos o nosso estudo exegético em Mateus 19.9, por percebê-la como a passagem “pivô” das discussões sobre casamento e divórcio. Nosso estudo permitiu verificar que, apesar de ter uma cláusula contestada, em vias de cair das versões contemporâneas, isso não diminui em nada a credibilidade do versículo todo.
2) Quanto à cláusula de exceção, é mantida universalmente como algo fidedigno. Apesar de ser a parte mais controvertida no aspecto teológico e pastoral, ela se mostrou consistente e textualmente fidedigna. As cláusulas “exceto por imoralidade sexual” ou “não sendo por causa de relações sexuais ilícitas”, se mantêm, isto é, cremos que essa frase provém de Jesus e do apóstolo Mateus. Portanto, Jesus admitiu a hipótese da permissão de um divórcio permitido.
3) Quanto maior a confiabilidade da cláusula de exceção, maior se torna o conflito e tensão com os seus textos paralelos em Marcos 10, 11, 12 e Lucas 16.18. A tentativa de redução da tensão por meio de exegeses ou hermenêuticas tende a diminuir a veracidade de um dos pólos da contradição, não fazendo justiça ao Padrão Perfeito de Deus e também não servindo de ajuda pastoral às pessoas.
4) Temos de entender e aceitar a grande tensão entre a vontade de Deus para o casamento e as situações criadas pelo pecado humano dentro do casamento, o que leva, às vezes, à quebra. Como enfrentar as situações e os dramas familiares e como ajudar as pessoas que vêm buscando auxílio e esperança no Evangelho? Essa é a preocupação que nos move neste estudo. Será que Jesus proíbe o re-casamento de pessoas divorciadas? Ao dizer que quem se casa depois de repudiar sua esposa comete adultério (Marcos e Lucas), Jesus está dizendo que o re-casamento em geral é pecado.
5) A passagem de Mateus também afirma que a pessoa que volta a se casar comete adultério, exceto se as causas do divórcio forem “relações sexuais ilícitas”. Entendemos que Jesus está aceitando essa exceção, permitindo o divórcio e, portanto, o re-casamento. Jesus não está censurando Moisés por ele ter concedido a possibilidade de divórcio por causa da dureza dos corações. Parece que podemos, antes, censurar os fariseus por não entenderem esse espírito, tomando o repúdio como uma ordem, uma grande solução, ou, pior, considerando-os cínicos por livrarem-se da esposa de quem se cansaram, naturalmente por culpa dela, a culpa moral da separação recairia sobre Moisés que a teria ordenado. Jesus concorda com Moisés quanto à dureza dos corações e quanto ao pecado, além de manifestar o mesmo desejo de ajudar. Sua ajuda, entretanto, não consiste em liberalizar ainda mais o divórcio, mas, sim, em re-interpretar Moisés e refinar o seu preceito à luz do que era “desde o princípio”. Na cláusula de exceção, Jesus só aceita um motivo para o divórcio. Seria impensável, por outro lado, que Jesus condenasse a mera separação como um adultério. É evidente que o que está em jogo nessa cláusula de exceção é o re-casamento.
6) Jesus está contra ou a favor de Moisés? Essa é uma questão importante que vai influir em nossa leitura. É verdade que Jesus pediu aos discípulos que buscassem uma justiça melhor que a dos fariseus. Se Jesus rejeitou o farisaísmo, o legalismo e a justiça de aparências exteriores, por ouro lado ele era um fiel e leal filho de Israel, um guardador da Palavra. “Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não adulterarás. Eu porém vos digo: qualquer que olhar pra uma mulher com intenção ...”. Nesse ensino, o “eu porém vos digo” em nenhum momento está negando o “ não adulterarás” dos Dez Mandamentos de Moisés. Pelo contrário, o está reforçando e reinterpretando com maior rigor. Esse relacionamento de fidelidade para com a Lei e os Profetas e, ao mesmo tempo, a capacidade de interpretar melhor que os mestres e os doutores da lei, surpreendeu os líderes israelitas de seu tempo. produzindo perplexidade e desconcerto entre eles.
7) Como Jesus mesmo disse, “não penseis que vim revogar a lei ou os profetas. Não vim para revogar, vim para cumprir”. Jesus está manifestando fundamentalmente aprovação e harmonia em relação a Moisés. Só que Jesus preencheu o que antes ficara indefinido em Deuteronômio 24.1, “alguma cousa indecente”, deixando espaço para todo tipo de interpretação e práticas, ao sabor do egocentrismo dos homens, no caso de se repudiar a mulher. Jesus permite o divórcio num único caso excepcional. Essa harmonia fundamental em Moisés nos leva a considerá-la como um elemento corroborativo para a permissão de um re-casamento de pessoas que foram divorciadas por causa justa. Essa permissão é, como em Jesus, por causa da dureza dos corações, não uma licença alegre e universal. Na verdade, é uma licença restrita e triste.
8) A multiplicidade de formas de tradução da palavra pornéia indica os esforços dos biblicistas e exegetas em encontrar uma interpretação satisfatória para toda essa questão. Entendemos serem melhores as traduções que tomam a palavra pornéia em seu uso comum, sem muitas interpretações.
9) Buscar conhecer melhor a patrística pode ser um movimento saudável, porque os primeiros séculos da igreja cristã viram surgir verdadeiros gigantes espirituais e homens de Deus extraordinários. Basta pensar no Credo de Nicéia (325) e o Credo de Calcedônia (451) em que Deus permitiu que a Igreja, respondendo a heresias, definisse com maior clareza em que ela crê com respeito a Deus e a pessoa de Cristo, a fim de que percebesse que o período patrístico foi muito fecundo, com grandes desafios dentro e fora da Igreja, fazendo surgir homens de Deus corajosos e bons pensadores, pastores e teólogos talhados para enfrentar, com o Evangelho de Cristo no coração e na boca, as demandas difíceis do momento. Nós, evangélicos, muitas vezes vivemos distanciados dos pais apostólicos. Muitas de suas lutas e conquistas são também nossas lutas e conquistas. Quando pensamos em Atanásio, Irineu, Eusébio, Gregório, Agostinho e muitos outros pais e mártires, verificamos que no período após o Novo Testamento Deus não deixou a Igreja sem testemunhas. Importantes marcos sobre a pessoa de Cristo e a natureza de Deus foram estabelecidos para sempre.
10) Da mesma forma, os grandes reformadores foram homens de Deus que responderam de modo maravilhoso aos desafios de uma Igreja-Império (um império mundano em processo de mundanizar a Igreja com luzes e privilégios do poder) com a releitura das Escrituras e a redescoberta da obra única e suficiente do Senhor Jesus na cruz. Suas lutas e conquistas são, também, nossas lutas e conquistas e, sem dúvida nenhuma, somos herdeiros da reforma. Se em algum ponto da doutrina ou da prática encontramos uma luz melhor, nada impede que o reformulemos à luz da Palavra de Deus. Mas, na essência, em sua luta de fé, eles encontraram vitórias por todos nós, arriscando as suas vidas.
Portanto, não parece adequado o nome de “erasmiano” atribuído a todos os que no séc XVI ou depois procuraram tomar a sério Mateus 19.9. Erasmo foi humanista, uma figura marginal nos grandes embates da Reforma Protestante. Ele foi um filósofo liberal que, começando em uma posição cristã, foi caminhando para o liberalismo e depois caiu em heresia e está longe da ortodoxia bíblica. Esse é um epíteto depreciativo que não faz justiça aos homens de Deus de todos os séculos e ainda aos contemporâneos que queiram tomar como do Senhor a cláusula de exceção de Mateus.
Tanto a posição dos esponsais quanto a do casamento consanguíneo são idéias defendidas principalmente por teólogos católicos. Para uma discussão mais pormenorizada, em termos de exegese, recomendamos o trabalho de Carson, que examina sete posições citando urna porção de pesquisas recentes de outros autores evangélicos, apresentando as dificuldades e as virtudes de cada uma delas.
11) A leitura do contexto imediato de Mateus 19.9 mostra que a cláusula de exceção é uma resposta perfeitamente adequada e ligada logicamente ao contexto da discussão e, em particular, à expectativa criada pela pergunta dos fariseus. Isso reforça ideia de que essa cláusula não é uma colagem posterior ao texto, mas algo presente desde a composição dele.
12) O estudo do contexto de Mat 19.9 mostra, no diálogo entre Jesus e os fariseus, a existência de um padrão instituído por Deus, “o que Deus ajuntou não separe o homem” (v. 6), e a regulamentação pastoral de Moisés como verdade e afirmações em conflitividade e tensão, exatamente como no encontro de Mateus 19.9 e os textos de Marcos e Lucas. Esse paralelismo, entendemos, reforça a tese de que os pólos de contraste não devem ser reduzidos textual, semântica nem exegeticamente. Eles devem ser mantidos tais quais estão, porque essa tensão verdadeira tem conseqüências pastorais importantes.
13) Examinamos o texto de Paulo em 1 Cor 7 e, mais detidamente, os versículos 10 e 15 e procuramos caracterizar as suas dificuldades inerentes. Apesar de difícil, pudemos também encontrar o modelo, o padrão de Deus para o casamento e a regulamentação pastoral, dessa vez em caso de casamentos mistos entre pessoas crentes e não crentes. Como Paulo repete esse modelo, encontramos corroboração para que tomemos Mateus 19.9 a sério em nossa compreensão dessa matéria no campo exegética e pastoral.
14) Na proibição de separação e de re-casamento nos versículos 10 e 11 consta o padrão absoluto de Deus, constituindo-se paralelo perfeito com Marcos 10.1 e 12 e Lucas 16.18. Nos versículos 10 e 11, quando se pede que o crente não tome iniciativa de separação, e no versículo 15, quando se permite a separação e o divórcio no caso de a parte não crente desejar separar-se, há uma regulamentação pastoral que Paulo sentiu-se autorizado a fazer.
15) Essa questão não tem recebido muita elaboração de autores evangélicos. O prof Y Matsuki, no seu comentário sobre 1 Coríntios faz uma leitura muito cuidadosa, especificando que a separação ou divórcio não deve ser automática, caso a parte não-crente peça. Enfatizando a expressão “Deus vos chamou para a paz”, quando descobrirem que não é possível manter a fé de maneira nenhuma dentro desse casamento, quando houver perigo para a integridade física, moral e espiritualmente e o cônjuge não-crente pedir separação, então que se separem e se divorciem. Em todo o caso, nessa passagem aparece uma segunda exceção por regulamentação pastoral. A Bíblia Vida Nova anota “O princípio é conservar o casamento se for possível. Se o cônjuge não- crente deixar o outro em reação ao Evangelho, o crente não tem culpa” e cita passagens em Lucas 12:51ss; 14:26; 21, 16, em que, por causa do evangelho, há conflito dentro da família e até perigo de morte.
16) Cremos ser bíblica a permissão do divórcio em dois casos: a) no caso de relações sexuais ilícitas praticadas pelo cônjuge (Mt 19.9) e b) no caso de casamento misto em que o cônjuge não- crente abandona o crente (1 Cor 7.15). Mas não julgamos aceitável a sugestão do autor citado no começo deste ensaio, segundo a qual a morte espiritual atestada pela Igreja seria um terceiro motivo aprovado para divórcios. Nessa última categoria estão os casos, por exemplo, de cônjuge que não sustenta a família, que maltrate físicamente a mulher e os filhos, ou que esteja viciado em drogas, por exemplo.

Recomendações Pastorais

A indissolubilidade dos laços conjugais deve ser pregada e ensinada com ênfase. Noivos em preparação para o casamento devem conhecer bem o padrão perfeito de Deus como meta a ser alcançada. O “sim” dos noivos deve ter esse peso para que os abençoemos de coração.
O divórcio é, na ótica bíblica, uma tragédia. Nunca é uma solução alegre e universal. É uma possibilidade restrita permitida com tristeza, como exceção e, por isso, deve-se fazer sempre o máximo de empenho para reconciliar e restaurar famílias. Devemos ensinar mesmo quando houver adultério, que são necessárias paciência e oração pela restauração. O exemplo de Oséias do A.T., que amou sua esposa adúltera, é paradigmático. Esse amor do profeta pela esposa faltosa simboliza o amor de Deus pelo seu povo, muitas vezes idólatra ou apóstata. Deus oferece uma salvação completa e perfeita para o seu povo.
Quando ocorre o re-casamento, recomendamos modéstia, comedimento e discrição próprios de alguém consciente da tragédia sobre a qual está se realizando a nova união. Seria inapropriada uma comemoração sem um simultâneo sentido de quebrantamento e contrição de alma pela separação havida. Não se deve comemorá-lo como se fosse uma grande solução.
Modelo de uma Carta de Repúdio ou de Divórcio
(Estilo israelense, do tempo de Jesus)
No dia........da semana............do mês.............., ano de...........desde o início da criação do mundo, de acordo com o regulamento normal da Província de..................................... eu.........................., filho de......................................., qualquer que seja o nome pelo qual sou conhecido, da cidade de ......................................, estando em pleno gozo das faculdades mentais, e sem compulsão, imposição de espécie alguma, divorcio, dispenso e repudio a você ..................................... filha de .................... , qualquer que seja o nome pelo qual você seja conhecida, da cidade de....................................... , você, que foi minha esposa até aqui.

Mas agora está repudiada, você ......................................... , filha de............................., qualquer que seja o nome pela qual você é chamada, da cidade de ................................... , para que esteja livre e aos teus próprios cuidados, para que segundo a sua livre vontade se case com quem lhe agradar, sem impedimento algum da parte de ninguém, de hoje em diante e sempre. Você está livre, portanto, para qualquer pessoa que queira se casar com você. Seja esta a sua carta de divórcio escrita por mim, uma carta de separação e expulsão, de acordo com a lei de Moisés e Israel.

_____________________________

O marido

Testemunha............................... filho de................................
Testemunha................................ filho de................................

(Copiado de International Standard BibIe Encyclopaedia, “Divorce in OT’ in caput “Bill of Divorcement” - vol. II. p. 864 trad. do inglês, K. Yuasa).


Versões originais e outras do novo testamento consultadas
A) Grego (Versões originais)
1.‘The Greek New Testament”, Edited by K. Aland, M. Black, C. Martini, B. Metzger and A. Wikgren., United Bible Societies, New York, London, Edinburgh, Amsterdam, Stuttgart, 1966, 1968. (GNT)
2.“Pocket Interlinear New Testament”, Edited Green, Jay P., Baker Book House, Grand Rapids, Mich. 1979, 1988. O texto grego deste NT bilíngüe é da Trinitarian Bible Society, preparado, originalmente, por Schrivener, F.H.A. 1894, 1902, 1976. (PINT)
B) Português
1. Bíblia Sagrada, Trad. de Almeida, J.F. - Revista e Atualizada Sociedade Bíblica do Brasil, Brasília, 1975, 1969. (ARA)
2. Bíblia Thompson, Trad. de Almeida, J.F., Ed. Contemporânea, Ed. Vida, Deerfield, LF., 1990.
3. A Bíblia Viva, Ed Mundo Cristão, S. Paulo, 1981. (Original inglês: Living Bible, 1981 - Living Bibles International, Wheaton, III. (BV)
4. A Bíblia Sagrada, na Linguagem de Hoje, Soc. Bíblica do Brasil Baruerí, SP 1988.
5. O Novo Testamento, Nova Versão Internacional, Soc. Bíblica Internacional, S.Paulo, 1993.(NVI)
C) Japonês
1. Kyushinyakuseisho - The Holy Bible, containing the Old and New Testaments, with Reference. The American Bible Society. Japan Agency,Tokyo, 1932 - Versão Bungoo-yaku. (B)
2. Seisho – Nipponseishokyokai- Sociedade Bíblica Japonesa, Tokyo 1954(NT), 1955 (VT) - Versão Koogoo-yaku. (Ko)
3. Seisho -Sociedade Publicadora Bíblica - Tokyo, New Japanese Bible, The Lockmann Foundation, 1963, 1970 - Versão Shinkai-yaku.(S)
4.Seisho - Gendaiyaku Version Bible Publishing Society. - Trad.de Reiji Oyama, Tokyo, 1983 - Versão Guendai-yaku. (G)
D) Inglês
1. The Holy Bible, Authorized King James Version, J.A. Dickson Publishing Co., Chicago, LII. 1946.(KJ)
2. The Bible, Revised Standard Version, The British and Foreign Bible Society, Britain, 1975 (NT 1946, 1972). (RSV)
3. The New English Bible - New Testament - Oxford and Cambridge, University Press, 1961 - Versão Interconfessional entre Anglicanos, Presbiterianos, Metodistas e Batistas Britânicos. (NEB)
4.Holy Bible, New International Version, NIV, International Bible Society, Colorado Springs, 1973, 1984. (NIV)
E. Versões católicas
1. Biblia Sagrada, Edição Ecumênica, Trad. Pe. A. P. Figueiredo, Barsa, Rio de Janeiro, 1964, 19778 - com Introduções interconfessionais e dicionário doutrinário católico. Ninil Obstat e Linprimatur. (APF)
2. Bíblia Sagrada. Trad. dos originais mediante versão dos Monges de Maredsous (Bélgica), pelo Centro Bíblico Católico, Ed. Ave Maria, São Paulo, SP, 1982 (42ª ed.) com dicionário Católico. Imprimi Potest e Imprimatur de São Paulo. (CBC)
3. La Sainte Bible, L’École Biblique de Jérusalem, Ed. Cerf, Paris, 1955, 1961 - Versão francesa. (BJF)
4. Bíblia de Jerusalém. Traduzida sob direção de J.A. Ubieta dos originais, segundo a crítica textual e interpretação da Biblia chamada de Jerusalém (francês) da Escola Bíblica de Jerusalém, Desclée de Brouwer, Bruxelas e Bilbao, 1967. Versão espanhola. (BJE) 
5.Shinyakuseisho - The New Testament - Japanese Interconfessional Translation. Japan Bible Society, Tokyo, 1983 (cum approbatione ecclesiastica).Versão japonesa Kyoodoo-yaku. (Kyo)

Bibliografia geral
Dicionários:
Greek English Lexicon of the New Testament, Editors: Louw, Johannes P. and Nida, Eugene A. United Bible Societies, 19**.
Verbetes “Divorce in the O. T.”, Davies, W.W., e “Divorce in NT” Cavero, C. Vol. II pp. 863-866 em International Standard Bible Ecyclopaedia - ISBE - General Editor ORR, James, Eerdmans, Grand Rapids, Mich, 1984 (1939) - É particularmente bom para os costumes judaicos e o contexto cultural de Mateus 19.3-12.
Dictionary of New Testament Theology, 4 vol., verbetes “Divorce”, “Discipline”, etc. Editor Brown, Colin, Regency, Grand Rapids, Mich., 1986 (1975) Traduzido do alemão “Teologisches Begriefslexicon zum Neuen Testament, Theologisher Verlag, Wuppertal, 1971. É particularmente bom para o recenseamento dos usos e costumes relativos à palavra pornéia no contexto grego. (contexto de Corinto).

Comentários: 
Carson, D. A., “Matthew”, em Expositor’ s Bible Commentary, General Editor Gaebelin, Frank E., Zondervan Co., Grand Rapids, Mich. 1984.
Champlin, Russel N., “N. Testamento interpretado”, A Voz Bíblica, Guaratinguetá, SP, s.d., 6 vols.
Mare, W. Harold, “1 Corinthians” em Expositor’s Bible Commentary, 10 Vol. General Editor, Zondervan Co. Grand Rapids, Mich., 1976.
Matsuki, Yuzo “Corinto Dai Iti no Tegami”, Depto. Publicações da Igreja Holiness do Japão, Tokyo, 1989: Recenceia as várias possibilidades de interpretar 1 Cor. 7.15, e é muitíssimo cuidadoso em suas afirmações. O autor, falecido, foi presidente da Igreja Holiness do Japão.

Ensaios: 
Hill, Craig, “Casamento: Contrato ou Aliança?”, Marriage Ministries International, Pompéia, SP, 1992.
Evans, Tony “Divórcio e Novo Casamento”, Ed. Vida, São Paulo, SP, 1997. (1995, Moody, Chicago, III).

Bibliografia católico-romana
Código de Direito Canônico, Promulgado por João Paulo II, Papa, Edições Loyola, S. Paulo, 1983 - Tratamento global da matéria. Para ilustrar o que é um tratamento global no estilo do direito canônico católico, transcrevemos os nomes dos títulos, capítulos e artigos sobre o Matrimônio:
Do Matrimônio: Can.1055-1062.
Do Cuidado Pastoral e do que deve preceder a Celebração: Can.1063-1072.
Dos Impedimentos Dirimentes em Geral: Can.1073-1082.
Dos Impedimentos Dirimentes em Especial: Can.1083-1094.
Do Consentimento Matrimonial: Can.1095-1107.
Da Forma de Celebração do Matrimônio: Can.1108-1123.
Dos Matrimônios Mistos: Can.1124-1129.
Da Celebração Secreta do Matrimônio: Can.1130-1133.
Dos Efeitos do Matrimônio: Can.1134-1140.
Da Separação dos Cônjuges: Can.1141-1150.
Da Separação com Permanência do Vínculo: Can.1151-1155.
Da Convalidação do Matrimônio: Can.
Da Convalidação Simples: Can.1156-1160.
Da Sanatio in Radice do Matrimônio: Can.1161-1165.
Dicionário da Bíblia, Castro Pinto, J. A. L., de 1967, editado junto à Bíblia Sagrada, Ed. Ecumênica, Trad. A. P. Figueiredo, Barsa, 1972 - verbete “Divórcio” pp. 42 e 43
Índice Doutrinal: verbete “Divórcio”, na Bíblia Sagrada, do Centro Bíblico Católico, São Paulo, 1982, p.1.581 e 2.